adidas Adizero Adios Pro 5: o fim das EnergyRods
O Adizero Adios Pro 5 troca as EnergyRods pelo ENERGYRIM do Evo 3, pesa 177 g, rende 9% mais energia e chega ao Brasil por R$ 2.199,99.

Por seis anos, as hastes de carbono atravessaram a entressola do Adios Pro como se fossem os ossos de um pé. As EnergyRods viraram a assinatura técnica da linha, o desenho que aparecia em toda campanha e em toda análise. Na quinta geração, a adidas tirou tudo de cena.
No lugar entrou o ENERGYRIM, um aro de carbono que contorna a entressola pelas bordas. A mudança parece pequena no papel e reorganiza o tênis inteiro.
O que muda no Adizero Adios Pro 5
Com o carbono nas laterais, sobra volume para mais espuma Lightstrike Pro diretamente embaixo do pé. A adidas calcula 9% mais retorno de energia que o Adizero Adios Pro 4, somando a nova geometria de carbono à versão mais recente da espuma.
O peso caiu para uma média de 177 gramas em amostras UK 8.5, cerca de 23 gramas ou 12% a menos que a geração anterior. A entressola mede 39 mm no calcanhar e 35 mm no antepé, com drop de 4 mm.
O cabedal Lightlock 2.0 foi redesenhado com zonas de ventilação, faixas internas de sustentação e uma construção nova de calcanhar. O solado combina a tecnologia Lighttraxion com borracha Continental, a mesma parceria que aparece no Adizero Dropset Pro do treino híbrido.

Quanto custa e onde comprar
O Adizero Adios Pro 5 chegou às lojas em 22 de setembro de 2026, em lançamento global simultâneo. O preço internacional é de US$ 275, e no Brasil o modelo entrou por R$ 2.199,99, segundo a Pernambuco Running, no site da marca, no aplicativo e em parceiros selecionados de varejo.
A herança do Adizero Adios Pro Evo 3
O ENERGYRIM estreou no Adizero Adios Pro Evo 3, o modelo de elite de 97 gramas que a adidas vende por US$ 500 e produz em quantidade limitada.
Foi com ele nos pés que Sabastian Sawe correu a Maratona de Londres em 1h59min30s, em 26 de abril, e se tornou o primeiro homem a completar uma maratona oficial abaixo de duas horas. Yomif Kejelcha cruzou onze segundos depois, em 1h59min41s. A marca anterior, de Kelvin Kiptum, era 2h00min35s.
Foi um ano inteiro assim. Atletas da adidas quebraram os quatro recordes mundiais de maratona e meia maratona, masculino e feminino, calçando o Evo 3. Em agosto, Kejelcha correu os 21 km de Buenos Aires em 56:51 e levou também o recorde da meia.
Cinco meses depois de Londres, a mesma arquitetura de carbono está numa prateleira de loja, por pouco mais da metade do preço do tênis de elite. É esse o argumento central do Pro 5.
O tênis mais testado da franquia
A adidas chama o Adios Pro 5 de modelo mais testado, validado e estudado da história do Adizero. Foram mais de 25 atletas em testes no Quênia, na Etiópia e nos Estados Unidos, além de uso prolongado, validação interna de performance e pesquisa biomecânica independente. Sawe participou do desenvolvimento.

Cada recorde que ajudamos atletas a alcançar nos ensinou mais. O Adizero Adios Pro 5 transforma esses aprendizados no nosso tênis de prova mais avançado, permitindo que mais corredores busquem a própria melhor performance.
Stephan Scholten, VP de produto da adidas
O calendário também conta uma história
O lançamento aconteceu cinco dias antes da Maratona de Berlim, marcada para 27 de setembro, prova da qual a adidas é parceira oficial e fornecedora da coleção do evento. E aconteceu menos de uma semana depois da Nike apresentar o Alphafly 4, seu próprio supertênis de maratona.
Duas marcas, dois lançamentos de topo, cinco dias de intervalo, às vésperas de uma das provas mais rápidas do mundo. O calendário do supertênis virou tão coreografado quanto o de uma coleção de moda.
O que o Pro 5 revela
Abrir mão das EnergyRods custa caro. Era o nome de tecnologia mais reconhecível do portfólio de corrida da adidas, o desenho que a marca passou seis anos ensinando o corredor a identificar. A marca trocou a assinatura pelo resultado.
E há algo maior nessa troca. O intervalo entre o que calça o atleta de elite e o que chega ao corredor amador encolheu de forma drástica. A tecnologia que levou um queniano a romper a barreira das duas horas em abril estava numa loja em setembro. O corredor que sai para o longão de domingo hoje disputa a prova dele com a mesma engenharia que decide recorde mundial. O que muda é a perna, e só.
Fonte: news.adidas.com

