Nike Alphafly 4: o supertênis do quilômetro 35
O Nike Alphafly 4 chega com espuma ZoomX LT, 10% mais retorno de energia e 5% menos peso. Custa US$ 280 e desembarca no Brasil em dezembro.

Toda maratona tem um quilômetro em que segurar o ritmo fica mais difícil do que encontrá-lo. Costuma aparecer depois do 30, quando a passada muda sozinha e a conta da primeira metade chega para ser paga. O Alphafly 4 foi reconstruído para esse trecho da prova.
Deixar o tênis mais rápido seria o caminho previsível. A Nike escolheu outro desafio: ajudar mais corredores a sustentar velocidade e eficiência conforme o cansaço reorganiza o corpo.
O que muda no Nike Alphafly 4
A resposta veio como sistema, com cada peça reformulada para trabalhar com as outras.
- ZoomX LT, uma formulação nova de espuma em PEBA, até 17% mais leve que a ZoomX padrão e com 8% mais retorno de energia. Ela aparece em camadas acima e abaixo da placa.
- Flyplate, a placa de fibra de carbono que percorre a entressola inteira, mantendo a curvatura propulsiva da linha e ganhando base mais larga no antepé.
- Unidades Air Zoom duplas no antepé, agora moldadas com calor no lugar da cola, o que deixou o conjunto mais leve e mais silencioso.
- Cabedal Atomknit sem costuras, com cabos no mediopé, calcanhar integrado e palmilha moldada.
- Solado Fast Shot, desenhado para tração com o mínimo de peso.
Somado, o conjunto entrega 10% mais retorno de energia e 5% menos peso que o Alphafly 3 num masculino 8.5. Na balança, o modelo masculino tamanho 10 marca 208 gramas contra os cerca de 218 da geração anterior, e o feminino tamanho 8 vai a 168 gramas, ante 174 gramas.

Quanto custa e quando chega ao Brasil
A venda começou em 17 de setembro, em quantidade limitada e só no site da Nike. A distribuição ampla, no site e em varejistas selecionados, começa em 29 de outubro.
O preço internacional é de US$ 280, cinco dólares abaixo do que o Alphafly 3 custava no lançamento, em 2024. No Brasil, a chegada está prevista para a primeira quinzena de dezembro, com preço ainda não divulgado. Como referência, o Alphafly 3 desembarcou por R$ 2.499,99.
A herança que o tênis carrega
A linha nasceu dentro do Breaking2, o projeto que a Nike montou em 2017 para atacar a barreira das duas horas na maratona. Um protótipo de Alphafly esteve nos pés de Eliud Kipchoge em Viena, em outubro de 2019, quando ele cravou 1h59min40s em condições fora de competição oficial. O varejo veio em 2020.
Depois disso, a plataforma acompanhou o recorde mundial de Kelvin Kiptum, o ouro olímpico de Sifan Hassan em Paris, o recorde americano de Conner Mantz e o recorde mundial de meia maratona de Jacob Kiplimo.
A primeira prova da quarta geração já aconteceu. Addisu Gobena venceu a Maratona de Sydney em 2h04min42s, em 30 de agosto, tirando 84 segundos do recorde do percurso.
Quem o tênis ouviu antes de existir
O desenvolvimento juntou o retorno de atletas de várias gerações do Alphafly, os aprendizados do Project Dreamweaver, testes extensivos com mulheres e o trabalho do Nike Sport Research Lab.

Nosso objetivo era simples: criar um tênis que ajude atletas a se sentirem mais confiantes e capazes no fundo da prova.
Emily Farina, Senior Principal de calçados de corrida no Nike Sport Research Lab
A disputa entrou numa fase nova
Cinco dias depois da estreia do Alphafly 4, a adidas apresentou o Adizero Adios Pro 5, com a mesma promessa de sustentar ritmo no fim da maratona. Duas marcas, dois topos de linha, uma semana de intervalo, às vésperas da temporada europeia de maratonas.
O terreno da briga mudou de lugar. Durante anos, o supertênis foi vendido pelo número que ele ajudava a bater. Agora ele é vendido pela capacidade de segurar o corredor inteiro no fim da prova, exatamente onde o amador decide a própria maratona. Quem faz 3h30 passa mais tempo sob fadiga do que quem faz 2h02, e o mercado finalmente escreveu isso na ficha técnica.
O que o Alphafly 4 revela
O Alphafly nasceu para quebrar uma barreira. Foi construído em torno de um homem, uma pista na Áustria e um número que virou manchete no mundo inteiro. A quarta geração chega validada por testes com corredoras e corredores de todos os níveis, com a promessa deslocada do recorde para o quilômetro 35 de quem largou às seis da manhã num domingo.
O supertênis virou infraestrutura, ferramenta de quem treina antes do trabalho, paga a inscrição do próprio bolso e carrega um objetivo particular até a linha de chegada. Mudou o destinatário do produto, e esse é o retrato mais honesto do tamanho que a corrida de rua alcançou.
Fonte: about.nike.com

