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adidas Adizero Dropset Pro: o tênis do treino híbrido

O adidas Adizero Dropset Pro chega ao Brasil por R$ 1.199,99 com a espuma Lightstrike Pro dos tênis de prova e solado de borracha Continental.

Perfil lateral do adidas Adizero Dropset Pro branco com listras vinho e entressola creme, com a inscrição Lightstrike Pro

Quem treina híbrido aprendeu a sair de casa com dois pares na mochila. Um para os quilômetros, outro para o agachamento e o trenó. A troca acontece no meio do treino, sentado no chão da academia, com o cronômetro correndo.

O adidas Adizero Dropset Pro foi desenhado para acabar com essa cena. Ele já está no e-commerce da adidas do Brasil e em lojas parceiras, por R$ 1.199,99.

O que o Dropset Pro traz

A entressola usa a Lightstrike Pro, a espuma supercrítica que a adidas reserva para os tênis de prova da linha Adizero. Junto dela vêm as hastes de energia, as Energyrods, que dão firmeza à transição do calcanhar para a ponta do pé e seguram o pé na hora do agachamento.

Embaixo, o sistema Lighttraxion combina com borracha Continental, a mesma fabricante de pneus, para aderência em piso de borracha de academia, pista indoor escorregadia e asfalto seco ou molhado.

O detalhe que revela a intenção do projeto está na palmilha: 2,6 milímetros de espessura, segundo a ficha divulgada pela marca. É pouco de propósito. Quanto mais perto do chão o pé fica, mais controle o atleta tem quando a barra ganha peso.

Pés de um atleta calçando o Adizero Dropset Pro branco com entressola coral, apoiado no piso de uma academia ao lado de uma wall ball
A versão branca com coral, colorway que a adidas usou na campanha brasileira do modelo.

Peso, altura e drop

A ficha técnica ajuda a entender onde o modelo se posiciona. Na numeração masculina, o tênis pesa 242 gramas, com 29 milímetros de entressola no calcanhar e 22 no antepé, o que dá um drop de 7 milímetros. Na feminina, são 203 gramas, com 28 e 21 milímetros e drop de 6, de acordo com as medidas publicadas em análise técnica.

Comparado com um tênis de rodagem, o Dropset Pro fica mais baixo e mais firme. Comparado com um tênis de academia, ele ganha espuma e retorno de energia para aguentar os quilômetros. Esse meio-termo é a própria definição da categoria.

Vista traseira em três quartos do Adizero Dropset Pro, mostrando a entressola alargada na base do calcanhar
A base alargada no calcanhar é o que segura o pé nos movimentos laterais e na mudança de direção.

A conta que o Hyrox criou

O problema que esse tênis resolve nasceu de uma prova. O Hyrox intercala 8 quilômetros de corrida com 8 estações de força, sempre na mesma ordem, em qualquer cidade do mundo. A modalidade estreou na América do Sul em São Paulo, no Distrito Anhembi, em setembro de 2025.

O crescimento desde então explica o movimento da indústria. A edição paulistana de 25 de abril de 2026, no São Paulo Expo, registrou 3.809 atletas, conforme a base de resultados da prova. Junto com as competições vieram as turmas de treino específico nas academias e um público novo, que corre e levanta peso na mesma semana.

A própria adidas mediu esse público antes de lançar. Em pesquisa com praticantes da modalidade, 49% apontaram o tênis entre os fatores de maior impacto no desempenho, e quatro em cada cinco disseram esperar que um único modelo dê conta de todas as fases do treino.

De Estocolmo ao Ibirapuera

O Dropset Pro foi apresentado ao mundo em Estocolmo, durante o Mundial de Hyrox, e passou pelas mãos de atletas de elite como Graham Halliday e Fabian Eisenlauer. Ele sucede o Adizero Dropset Elite, o modelo de topo que a marca colocou no mercado em março, e chega num preço mais acessível: nos Estados Unidos, sai por US$ 150.

Para marcar a chegada ao Brasil, a adidas montou o Hybrid Festival no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no dia 12 de setembro. Foram 12 horas de programação na Hybrid House, com 180 atletas divididos entre as categorias Pro e Open testando o calçado em dinâmica de competição. Entre os dias 13 e 20 de setembro, a marca abriu sessões gratuitas de treino conduzidas pela academia HTC, em horários que iam das 6h da manhã às 20h.

Três gigantes, um mesmo problema

O calendário de 2026 mostra uma categoria se formando em tempo real. A PUMA, patrocinadora do Hyrox, abriu a temporada em fevereiro com o Deviate Nitro Elite Hyrox, desenhado do zero para a prova. A adidas respondeu em março com o Dropset Elite e agora amplia o alcance com o Pro.

A Nike entrou por último, com o anúncio da linha Hybrid em 3 de agosto, dividida em dois modelos: o Hybrid RN para o treino do dia a dia, com estreia mundial marcada para outubro, e o Hybrid Fly para o dia de prova, previsto apenas para 2027.

Três das maiores marcas do esporte atacando a mesma lacuna dentro de um ano é o sinal mais claro de que a prateleira ganhou uma divisão nova. Ela já tem nome próprio na vitrine, ao lado das categorias que o corredor brasileiro aprendeu a comparar nos últimos anos, como os super trainers com placa para o treino longo.

O armário virou espelho da semana

Durante décadas, a prateleira de casa seguiu a lógica da modalidade. Um par para correr, um para a quadra, um para a academia. A divisão fazia sentido porque a rotina das pessoas também era dividida assim.

O que mudou foi a semana, e o produto correu atrás. A geração que enche as provas de rua e os boxes de treino funcional monta o próprio calendário misturando corrida, força e comunidade, do jeito que já se vê nos clubes de corrida que viraram a mídia mais valiosa do esporte urbano e em formatos coletivos como o Red Bull 24 Horas.

Um tênis sempre contou como as pessoas se movimentam. O Adizero Dropset Pro conta que elas pararam de escolher uma modalidade só, e que a indústria levou dois anos para redesenhar a prateleira em torno dessa escolha.

Fonte: perunning.com.br

Kobe Bryant sentado numa arquibancada de madeira, lendo um livro.

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