Mundo Esportivo

México, 1986: o dia em que a taça encontrou o seu dono

Quarenta anos depois, o beijo de Maradona na taça segue sendo a imagem que explica o que uma Copa pode significar para um país.

Diego Maradona beija a taça da Copa do Mundo no Estádio Azteca, em 1986

No dia 29 de junho de 1986, no gramado do Estádio Azteca, Diego Armando Maradona beijou a taça da Copa do Mundo diante de cem mil pessoas. A fotografia daquele instante atravessou quatro décadas de futebol e segue viva na memória de gerações que nem viram o torneio acontecer.

O torneio que virou lenda

A Argentina chegou ao México desconfiada, vinda de uma temporada irregular e de um ambiente pesado em casa. Em sete jogos, Maradona resolveu a questão: cinco gols, cinco assistências e duas atuações contra a Inglaterra que entraram para a história do jogo, cada uma por um motivo.

A final contra a Alemanha teve roteiro de novela. A Argentina abriu dois gols de vantagem, sofreu o empate e venceu com um passe de Maradona para Burruchaga aos 39 minutos do segundo tempo. O beijo na taça veio logo depois, com o capitão carregado pela multidão.

O que a imagem carrega

A cena resume o que uma Copa pode significar para um país. A camisa albiceleste com o escudo bordado, o troféu desenhado por Silvio Gazzaniga e o rosto de um jogador que carregou uma seleção inteira formam, ao mesmo tempo, um documento de cultura, de design e de emoção.

Quarenta anos depois, aquela camisa é objeto de leilão milionário, o modelo original virou peça de museu e cada relançamento esgota em horas. O gesto de 1986 segue vendendo, inspirando e emocionando. Poucas imagens do esporte trabalham tanto por uma marca, por um país e por uma memória.

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