Mundo Esportivo

As melhores finais de Copa da história

De 1950 a 2022, nove finais que definiram épocas. Uma galeria para medir o que uma decisão de Copa precisa ter para virar memória.

Jogadores da Espanha erguem a taça da Copa do Mundo em meio à comemoração

A cada quatro anos, noventa minutos concentram tudo o que o futebol produz de melhor: técnica, drama, símbolo e memória. Com mais uma Copa recém-encerrada, vale revisitar a galeria das finais que estabeleceram o padrão. Nove jogos que seguem definindo o que uma decisão precisa ter para atravessar gerações.

1950: Brasil 1 x 2 Uruguai

O Brasil jogava pelo empate, diante de quase 200 mil pessoas no Maracanã. Ghiggia calou o estádio inteiro e o país reescreveu a própria relação com a camisa. O Maracanaço virou a régua de tudo o que uma final pode causar em uma nação.

1954: Alemanha 3 x 2 Hungria

A Hungria estava invicta havia quatro anos e tinha goleado os alemães por 8 a 3 na primeira fase. Abriu 2 a 0 em oito minutos. Rahn virou aos 84. O jogo ficou conhecido como o Milagre de Berna e ensinou que favoritismo termina quando a bola rola.

1958: Brasil 5 x 2 Suécia

A Suécia abriu o placar em casa. Um garoto de 17 anos respondeu com dois gols, incluindo o chapéu no zagueiro dentro da área. Primeiro título brasileiro e, até hoje, o único conquistado em solo europeu. O mundo conheceu Pelé naquela tarde.

1970: Brasil 4 x 1 Itália

O quarto gol atravessou o campo inteiro em nove toques até Carlos Alberto. Terceiro título, e a Jules Rimet ficou no Brasil em definitivo. É a final que virou padrão estético do futebol: revista em quadrinhos, aula de tática e obra de arte no mesmo lance.

1974: Alemanha 2 x 1 Holanda

A Holanda marcou de pênalti aos dois minutos, antes de qualquer alemão encostar na bola. E perdeu. O Carrossel Holandês virou a maior influência tática da história sem nunca levantar a taça, prova de que uma ideia pode valer mais que um troféu.

1994: Brasil 0 x 0 Itália

Primeira final decidida nos pênaltis. Calor extremo no gramado do Rose Bowl, jogo travado, 120 minutos sem gol. Baggio, o melhor jogador do torneio, isolou a última cobrança. O tetra brasileiro e a imagem do italiano parado, de cabeça baixa, nasceram no mesmo segundo.

2002: Brasil 2 x 0 Alemanha

Quatro anos antes, Ronaldo tinha convulsionado horas antes de uma final. Em Yokohama, fez os dois gols e fechou o torneio com oito. A redenção mais completa que o futebol já registrou, encerrada com a taça nas mãos do camisa 9.

2006: Itália 1 x 1 França

Zidane abriu com uma cavadinha que tocou na parte de baixo do travessão e entrou. Materazzi empatou e, na prorrogação, provocou. A última imagem da carreira de um dos maiores da história é a cabeçada e o cartão vermelho. A Itália levou nos pênaltis.

2022: Argentina 3 x 3 França

A França passou quase 80 minutos sem finalizar no gol. Mbappé fez dois em 97 segundos e levou a decisão para a prorrogação. O 3 a 3 no fim virou pênaltis, e a Argentina coroou Messi com a taça que faltava. Para muita gente, o melhor jogo de futebol já disputado.

O que essa galeria ensina

Toda final dessa lista carrega uma imagem que resume o jogo: o silêncio do Maracanã, o chapéu do garoto de 17 anos, a cabeçada de Zidane, o manto sobre os ombros de Messi. O placar envelhece, a imagem fica. É por isso que uma grande final vale por décadas de repertório.

Kobe Bryant sentado numa arquibancada de madeira, lendo um livro.

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